
Dizem por ai que “cabeça vazia, oficina do diabo”. Longe de querer mexer em preceitos religiosos, acredito que muitas vezes o diabo (o diabo do ditado e não o Belzebu da igreja) pode nos fazer alguns favores. No meu ponto de vista, entendo que essa metáfora quer nos passar a idéia de dualidade dos pensamentos, para além do pensamento taxativo e ingênuo que aprendemos sobre o bem e o mal, e sim, que o diabo pode sim entrar nos nossos pensamentos e nos exigir uma reflexão diferenciada das quais estamos habituados a fazer.
Reflexão nunca fez mal a ninguém e até que se prove ao contrário, sempre é válido dedicar um pouco do nosso tempo diário para fazer esse exercício mental. Não garanto transformações físicas, tônus muscular ou aumento da massa corpórea, mas garanto sociabilidade, leveza moral e acima de tudo um pouco de turbulência das certezas. Os apreciadores da matemática funcional que me desculpem, mas dois mais dois pode ser dois patos na lagoa.
Abrir espaço para o diabo usar a nossa cabeça como sede de sua oficina, pode gerar lindas e úteis ferramentas para apertar, parafusar, serrar os pequenos, médios e grandes impasses da vida.
Vivemos numa época onde o discurso nos exige determinadas conquistas, sejam elas profissionais (um ótimo cargo e salário), amorosas (casar com uma pessoa inteligente, bem humorada, independente e acima de tudo companheira), sociais (casar, ter filhos e um ciclo de amigos eternamente jovens, de espírito, pelo menos) sem contar no carro do ano. Talvez seja esse o problema da sociedade, acreditar que isso tudo é verdade, mas quem disse? O discurso é a interpretação das ações produzidas por nós associados. O discurso é a conseqüência e não a lei.
Muitas vezes, quando refletimos, nos deparamos numa encruzilhada e que a decisão de qual passo dar, mudará por completo o rumo da nossa biografia. Entretanto, sempre que deixamos os anjinhos pensarem, eles irão olhar apenas para um foco, tanto se for para esquerda, quanto para a direita, mas se deixarmos o diabo dar o seu palpite, nós podemos descobrir que mais longe os dois caminhos irão se encontrar ou vamos nos perder por completo, afinal de contas estamos todos brincando com a probabilidade, né, matemáticos!
Assistindo o filme chamado Pecado Íntimo (Little Children), e em uma das cenas, acontece um debate dentro de um grupo de leitores de livros, sobre a obra Madame Bovary, um romance que conta a vida de uma mulher burguesa que após ter casado, descobre que quer viver a vida de outra forma e vai atrás do que deseja (grosseiramente resumido), o embate final do filme fica entre a atriz principal que se identifica com a Emma Bovary, mulher casada vivendo a uma experiência extra conjugal com outro homem casado versus a típica mulher moralista que vive um mundo de aparências de filmes americanos.
Comecei a refletir sobre essa nossa busca por algo perdido, pela busca de tudo aquilo que acreditamos ser os indicativos de uma vida, não feliz, mas sim, satisfatória.
Negamos com todas as forças o maior temor da contemporaneidade, o medo de ficar acomodado. Como forma de rebeldia existencial, idealizamos varias possibilidades de viver uma vida menos sacrificante e mais distante daquilo que a sociedade moralista prega como ideal de felicidade falsa.
Decididos a ir contra, utilizamos todas as nossas armas para guerrear com o sistema hegemônico, tão amplo que riqueza e pobreza são meros assuntos para futuros debates.
Assim como estamos cientes que na guerra não existe mocinhos e bandidos, sabemos que o que mais buscamos é paz mundial ou pelo menos paz pessoal. O que não estamos cientes é que por detrás das guerras não existe paz. A guerra dos EUA contra o Iraque ou vice e versa, está ai para nos provar isso.
Quem pode nos garantir que a paz que tanto estamos buscando, não está ao lado da comodidade que tanto tememos?
Ou vamos cair no conto matemático que comodidade é igual a deixar de viver?
Já tem muita gente brigando e olha onde estamos. Talvez o que mais precisamos hoje é de pessoas que se acomodem.
Reflexão nunca fez mal a ninguém e até que se prove ao contrário, sempre é válido dedicar um pouco do nosso tempo diário para fazer esse exercício mental. Não garanto transformações físicas, tônus muscular ou aumento da massa corpórea, mas garanto sociabilidade, leveza moral e acima de tudo um pouco de turbulência das certezas. Os apreciadores da matemática funcional que me desculpem, mas dois mais dois pode ser dois patos na lagoa.
Abrir espaço para o diabo usar a nossa cabeça como sede de sua oficina, pode gerar lindas e úteis ferramentas para apertar, parafusar, serrar os pequenos, médios e grandes impasses da vida.
Vivemos numa época onde o discurso nos exige determinadas conquistas, sejam elas profissionais (um ótimo cargo e salário), amorosas (casar com uma pessoa inteligente, bem humorada, independente e acima de tudo companheira), sociais (casar, ter filhos e um ciclo de amigos eternamente jovens, de espírito, pelo menos) sem contar no carro do ano. Talvez seja esse o problema da sociedade, acreditar que isso tudo é verdade, mas quem disse? O discurso é a interpretação das ações produzidas por nós associados. O discurso é a conseqüência e não a lei.
Muitas vezes, quando refletimos, nos deparamos numa encruzilhada e que a decisão de qual passo dar, mudará por completo o rumo da nossa biografia. Entretanto, sempre que deixamos os anjinhos pensarem, eles irão olhar apenas para um foco, tanto se for para esquerda, quanto para a direita, mas se deixarmos o diabo dar o seu palpite, nós podemos descobrir que mais longe os dois caminhos irão se encontrar ou vamos nos perder por completo, afinal de contas estamos todos brincando com a probabilidade, né, matemáticos!
Assistindo o filme chamado Pecado Íntimo (Little Children), e em uma das cenas, acontece um debate dentro de um grupo de leitores de livros, sobre a obra Madame Bovary, um romance que conta a vida de uma mulher burguesa que após ter casado, descobre que quer viver a vida de outra forma e vai atrás do que deseja (grosseiramente resumido), o embate final do filme fica entre a atriz principal que se identifica com a Emma Bovary, mulher casada vivendo a uma experiência extra conjugal com outro homem casado versus a típica mulher moralista que vive um mundo de aparências de filmes americanos.
Comecei a refletir sobre essa nossa busca por algo perdido, pela busca de tudo aquilo que acreditamos ser os indicativos de uma vida, não feliz, mas sim, satisfatória.
Negamos com todas as forças o maior temor da contemporaneidade, o medo de ficar acomodado. Como forma de rebeldia existencial, idealizamos varias possibilidades de viver uma vida menos sacrificante e mais distante daquilo que a sociedade moralista prega como ideal de felicidade falsa.
Decididos a ir contra, utilizamos todas as nossas armas para guerrear com o sistema hegemônico, tão amplo que riqueza e pobreza são meros assuntos para futuros debates.
Assim como estamos cientes que na guerra não existe mocinhos e bandidos, sabemos que o que mais buscamos é paz mundial ou pelo menos paz pessoal. O que não estamos cientes é que por detrás das guerras não existe paz. A guerra dos EUA contra o Iraque ou vice e versa, está ai para nos provar isso.
Quem pode nos garantir que a paz que tanto estamos buscando, não está ao lado da comodidade que tanto tememos?
Ou vamos cair no conto matemático que comodidade é igual a deixar de viver?
Já tem muita gente brigando e olha onde estamos. Talvez o que mais precisamos hoje é de pessoas que se acomodem.
Comodidade não é parar, comodidade é reduzir a marcha.
Ok, Diabo! Minha vez de usar o computador.
Ok, Diabo! Minha vez de usar o computador.
