21.6.09

:: Ziggy (Marley) & Eu ::

Quando ganhei de um cachorro vira-lata com fuchas de pitt bull de um grande amigo meu, fiquei surpreso de como eu não estava preparado para ter um cão se entrelaçando nas minhas pernas por onde eu fosse.
A ideia de me livrar dele passou várias vezes pela minha cabeça, quase chegando ao ato! Mas como em todo início de relacionamento, só percebemos o quanto gostamos, quando aparece alguém de olho.
"Já estou bem apegado a ele." Foi a resposta que dei para um dos quatro interessados.
Lembro que nessa época a minha cunhada comentou que estava lendo um livro chamando Marley & Eu, que contava as aventuras e peripécias de um cachorro intitulado como o pior cão do mundo. Dona de uma dachshund, minha cunhada dizia que dava boas risadas lendo sobre esse labrador que conquistou o mundo. Fiquei interessado em ler, mas passou quando soube que seria lançado em filme. Mesmo sabendo que um filme não substitui um livro e dono (ou colaborador) da teoria que um filme, também, não substitui um livro, esperei chegar às locadoras.
Apaixonado por filmes e cheio de livros para ler, penso que nem todos os livros que são adaptados para filmes precisam necessariamente ser lidos antes de ser vistos.
Livros que viram filme são best sellers ficarão arquivados para toda a vida. O importante é que a ideia principal chegue até os interessados, independente se for pela via literária ou pela cinematográfica. Digo isso, pois varias vezes já escutei alguém comentando que o livro é bem melhor que o filme. Concordo, em partes, pois levo em consideração que são estruturas diferentes. Filmes são adaptações e não cópias. Partes serão cortadas, partes acrescentadas, tudo vai depender do estilo dos criadores e de como eles desejam apresentar a mais nova produção. Claro que quanto mais perto da realidade melhor, mas acho interessante pensar que o filme é uma versão daquilo que foi lido e não uma obra literal.
Quando assisti ao filme, interpretado pelos atores, Owen Wilson (diga-se de passagem, não tem nada haver com o John Grogan) e Jennifer Aniston (que certamente mexeu em alguma coisa naquele [belo] rosto, só não sei em que, mas não gostei) identifiquei que eu também tinha um Marley, mas com outro nome: Ziggy.
O nome não tem nenhuma menção ao Ziggy Marley, filho do Bob Marley, ao contrário do cachorro do filme, mas sim ao Freud, pois seu primeiro nome foi Sig (Sigmund), contudo, devido a minha dificuldade de falar a palavra Sig várias vezes cominou na transformação de Sig para Zig e assim ficou. Na hora da escrita, homenageei o Ziggy Marley, sem motivo especial, pois eu gosto mesmo é do pai.
Ziggy entrou na minha e com isso fui obrigado a usar boa parte da coleção, verão 2008/2009, das havaianas, levar meu travesseiro para a costureira (assim como no filme, também já acordei rodeado de espumas), dar valor aos sacos plásticos, transformar a minha sala de serviço em casinha, a minha sala em casinha e o meu quarto em casinha. Aprendi que nem todos os cachorros absorvem o dramin, comer com alguém te olhando, abanando o rabo e pedindo comida não é muito agradável. Revi o conceito de paciência, o conceito de individualidade, o conceito de amor, de apego, descobri que as pessoas tem medo de pit bull, mesmo ele sendo um vira-lata e principalmente que não se deve assistir Marley & Eu com o seu cachorro ao lado. Para quem não assistiu o filme, pare de ler aqui, para quem assistiu ou não se importa em saber o final do filme, continue...
Marley morre! E parabenizo os produtores por nos preparar para tamanha surpresa, pois boa partem, do final, do filme, nós telespectadores somos lentamente e constantemente avisados que Marley partiria dessa para a melhor. Mas para quem estava assistindo o filme com o seu cachorro ao lado, pouco adiantou. Abraçado ao Ziggy, chorava a morte do Ziggy (ops!) do Marley, e ele mesmo sem entender e fazendo questão de voltar a dormir, me ignorou. Esperteza dele, pois eu estava em prantos num filme de comédia. Se isso é possível!
Tomado pela noção de finitude fiquei chocado em saber que assim como eu não estava preparado para a sua chegada, estou pessimamente preparado para a sua partida (que demore para chegar)


4 comentários:

qualquer menina disse...

ai ai..
*suspiro doído*
eu comecei a ler o livro bem antes do filme aparecer.. logo q foi lançado.. mas com a qtidade de coisas q tinha p fazer nao terminei (pois soube q minha irma tinha comprado e q poderia ler o final ou reler qtas vezes quisesse ao longo de qqer curtas férias de minha curta vida)..
tb ainda n vi o filme (a mesma irma q tem o livro se resignou a ver o filme soh qdo rever o namorado - é tipo combinaçao - algo q soh vai acontecer lah por dezembro.. entao, em consideraçao, ainda n trouxe o dvd p casa)
maaaas.. pensar na finitude da KIM eu já pensei.. e foi algo meio de sopetão, nda parecido com a preparaçao do filme ou do livro. Numa bela(?) manhã eu acordei aos prantos depois de um sonho em q minha pekenina morria.. e eu nem sequer vi. No sonho eu chegava em ksa e me diziam q ela tinha morrido e já tinha até sido enterrada!!!
me senti abandonada pelo aparente abandono dela e por mim mesma q nao teria mais a sua companhia..
a KIM entrou na minha vida na, definitivamente, fase mais dificil dela.
Ativíssima como a dona, termperamental como a dona, bagunceira como a dona e teimosa como a dona (será q aquela teoria está correta?), na epoca em q eu estava em frangalhos passava os dias inteiros deitada do meu lado, imovel - quase inacreditavel.
É a primeira cachorrinha que é absolutamente minha.. e eu já passei por todas essas peripécias q eles fazem.. por todas as reflexões do tipo "maldita hora.." (qdo descia às 6 da manhã ou às 11 da nte num frio de 5°) e td mais q eles nos apresentam e q tu comenta no post.. mas eu simplesmente nao me vejo sem ela me recebendo em ksa, enfiando as patas nos meus livros ou aparecendo no quarto com metros de rolo de papel higienico em volta me pedindo atençao. Nem o sonho, nem o livro ou qualquer filme vão me preparar pra isso.
É dose!
*mais um suspiro doído*

Abdoul Hakime Zahrah al Jounoub عبد الحكيم زهرة الجنوب disse...

Estava vendo na Tv a história de um cão pastor alemão, que havia sido sempre gentil com toda a fanília, e nascido quase na mesma época que sua dona, uma menina de uns 8 ou 10 anos. Um belo dia, ele a atacou, inesplicavelmente.Toda mordida e ferida, ela morreu antes de chegar ao hospital.Os pais ficaram perplexos.
Achei cruel trerem mandado ele pra o sacrifício, pois ele sempre houvera sido um cão pacífico. Mas disseram que cães são assim mesmo (não importa o tipo), um dia podem liberar instintos agressivos. Além do m,ais com crianças, que, agindo bruscamente, sem querer podem surpreendê-los e fazê-los atacar.
Por essas eoutras prefiro gatos. Mas nada contra quem tem cachorros, pois se o dono é responsável e atento, dificilmente situações como aquela podem virar realidade.
Li o livro "Tudo o que preciso saber, aprendi com meu gato", de Susy Becker. Gostei muito.
Seja calmo, faça charme, peça o que quer...
Au revoir, mon ami.

qualquer menina disse...

hey!! eu quero ler teu TCC!!

Fran disse...

Ai o meu afilhado lindo!
Me emocionei Vini... e isso que nem vi Marley e eu.
Fico feliz por saber que sou um pouquinho responsável por esse amor construído (que te disse desde o começo que aconteceria).
Um beijo enorme pra ti e pro meu afilhado.
:D